Para a realização dos testes in vivo neste trabalho, foram utilizados vinte e sete coelhos adultos machos, da raça Nova Zelândia, que foram distribuídos de forma aleatória em 3 grupos (1, 4 e 12 semanas). Os animais foram tratados de acordo com os Princípios Éticos na Pesquisa Animal adotados pelo Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA). A utilização dos animais nesta pesquisa seguiu todas as normas éticas vigentes e foi aprovado pelo comitê de ética da Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho – UNESP, São Paulo em 11 de janeiro de 2009, sob o número 2612/46/01/08.
Os animais foram
alojados em condições normais (22 ± 2 0C, 55 ± 10% em um ciclo 12h
claro-escuro) e receberam ração comercial (PRESENCE PURINA/EVIALIS de 5Kg MRGN,
São Paulo, SP) e água ad libitum para um período de aclimatação de 4 semanas
antes do início do experimento.
Para realização
dos procedimentos cirúrgicos os animais foram tranquilizados com acepromazina
(0, 1mg kg-1) e butorfanol (0,1mg kg-1) aplicados por via intravenosa, e 15
minutos após, anestesiados com a associação de tiletamina-zolazepam (10 mg
kg-1) e xilazina (0.5 mg kg-1) por via intramuscular.
Após a
tricotomia da região dorsal os coelhos foram posicionados em decúbito ventral e
realizou-se a anti-sepsia da área cirúrgica com iodopovidine e solução
fisiológica. Com os panos de campo operatório dispostos, a ponta do processo
espinhal foi palpada para identificar a coluna lombar, seguindo o modelo
experimental descrito nas normas ISO 10993 parte 6. Conforme mostrado na Figura
8, foram efetuadas incisões na pele medindo cerca de 2 cm de comprimento ao
longo do dorso do animal, onde ocorreu a exposição da região subcutânea. As
membranas medindo 1cm de diâmetro foram inseridas no tecido subcutâneo, como
pode ser verificado na Figura 9. A membranas foram implantadas em 10 locais ao
longo dos músculos lombares paraespinhais (cinco de cada lado). A distância
entre o material implantado foi de aproximadamente 4 cm. Foram implantadas duas amostras de cada
material em posições aleatórias, sendo que para o controle negativo foram
utilizadas membranas de PTFE (Politetrafluoretileno), que é um plástico denso,
biocompatível, não absorvível, hidrofóbico, com baixo coeficiente de atrito,
impermeável e com baixa aderência. O PTFE é constituído por uma rede intrincada
de células abertas e poros multidirecionais, o que lhe confere uma combinação
única de capacidade filtrante e força estrutural. A molécula de politetrafluoretileno
(base química da PTFE) não pode ser quebrada quimicamente em condições
fisiológicas, o que permite que sua toxicidade seja praticamente nula (MARTINS
et al., 2010). As membranas de PTFE foram cedidas pela empresa Bionnovation
implantes e biomateriais (Bauru – SP, Brasil). Após o implante dos materiais a
incisão foi fechada com sutura contínua utilizando fio de seda 4-0.
Antes da indução anestésica e 24 horas após o procedimento cirúrgico foi administrado enrofloxacina na dose de 5 mg/kg por via intramuscular. Flunixina meglumina (1mg/kg) foi aplicada por via subcutânea (1mg/kg) a cada 24 horas no pós-operatório imediato e por mais três dias. As feridas cirúrgicas foram tratadas com iodopovidine e os pontos cutâneos foram removidos no 10º dia de pós-operatório.
* Extraído de "Estudos Sistemáticos de Biocompatibilidade e Potencial Osteogênico de Membranas Bioativas em Coelhos Machos", Tese de Juliana Ferreira Floriano, 2013.

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