Biomateriais é toda substâncias ou combinação de substâncias, exceto fármacos, de origem natural ou sintética, que podem ser usadas durante qualquer período de tempo, como parte ou como sistemas que tratam, aumentam ou substituem quaisquer tecidos, órgãos ou funções do corpo ou de estruturas específicas do organismo que foram perdidas ou ficaram comprometidas por diversos fatores como: envelhecimento, doenças ou lesões (WILLIANS,1987; PARK et al., 2007).
Os biomateriais podem ser
classificados como: biocompatível ou bioinerte, ou seja, não provoca reação de
corpo estranho no organismo, não devem ser tóxicos, cancerígenos, antigênicos e
mutagênicos; Biotolerados, moderadamente aceitos pelo tecido receptor e
geralmente envolvidos por tecido fibroso; Bioativos, onde ocorre a ligação
direta aos tecidos vivos devido aos íons, por exemplo, o Ca+2 e/ou PO4-2
presentes nos substitutos ósseos, que favorecem uma ligação química com o
tecido ósseo e Reabsorvíveis, que são lentamente degradáveis e gradualmente
substituídos pelos tecidos como os fosfato tricálcio (TCP) e os biovidros (PARK
et al., 2007).
Os Biomateriais podem ser classificados
também de acordo com sua natureza química; metálicos, cerâmicos, polímeros e
compósitos (KAWACHI et al., 2000).
Com
o avanço no uso destes materiais, concluiu-se que os biomateriais modernos não
devem ter apenas a função de preenchimento de espaço e sim estar associados a
uma resposta biológica particular, disparada por sinais originados em nível
molecular que incluem: correntes elétricas, distribuição eletrônica,
conformação molecular, estado de agregação ou propriedades físico-químicas
locais particulares, características estas que podem ser introduzidas por
arranjos especiais de grupos funcionais sobre uma estrutura polimérica, reações
de reticulação, propriedades particulares de superfície e arranjos
macromoleculares (WILLIAMS, 2009).

Comentários
Postar um comentário