Existem várias patologias que podem causar perdas ósseas, como por exemplo, os traumas causados por acidentes, câncer, defeitos congênitos, alguns processos cirúrgicos entre outros, e a substituição destas partes ósseas perdidas pode ser realizada por meio de enxertos ou implantes ósseos (MISCH, 2000).
O
enxerto ósseo é o transplante de um fragmento ósseo de uma parte para outra no
mesmo indivíduo ou entre indivíduos de espécies iguais ou diferentes. Pode-se
acrescentar a esta definição a possibilidade de inclusão de substâncias inertes
ou não inertes dentro dos defeitos ósseos, com a finalidade de ativar ou
acelerar a osteogênese. Os enxertos autógenos, também conhecidos como
auto-enxertos, são enxertos removidos do próprio paciente. Os locais doadores
preferidos de osso autógeno extra-bucal incluem a crista ilíaca, a tíbia, a
calota craniana e, em proporção menor, a costela e a fíbula (MISCH, 2000).
As cirurgias para enxertos ósseos podem trazer alguns
danos aos pacientes, como dores intensas, submissão a vários processos
cirúrgicos e podem causar mais deformidade no sítio doador e rejeição do
implante ou enxerto. Desse modo, existe a necessidade de estudos nesta área,
para melhorar a qualidade de vida dos pacientes que necessitam destes
procedimentos (CUNHA et. al., 2004).
Para
substituir os enxertos ósseos foram desenvolvidos alguns biomateriais, como os
ossos artificiais, próteses, entre outros. Um bom exemplo de substituinte de
osso artificial é o produzido por meio de um material cerâmico com poros
capazes de se ligarem aos tecidos orgânicos do paciente. Porém, ainda existem
grandes desafios a serem vencidos na área de implantes com ossos artificiais,
pois o material deve ser o mais próximo possível do tecido ósseo natural, não pode
provocar respostas negativas ao organismo, deve ser estéril e reabsorvível em
alguns casos. As próteses devem ser réplicas não somente na aparência, mas
também em suas propriedades biológicas e mecânicas (VASCONCELOS et. al. 2008).
Dentre
os diversos estudos que estão sendo desenvolvidos na área de implantes ósseos,
há uma linha de pesquisa voltada a alguns produtos naturais que apresentam
grande potencial osteogênico, como a BN, que vem demonstrando excelentes
resultados conforme mencionado anteriormente (subseção 1.2.3) (MARTINS et al.,
2010; ERENO et al., 2006).

Comentários
Postar um comentário