Biocompatibilidade - Análises histológicas

 Após os períodos de 1, 4 e 12 semanas, os animais foram eutanasiados com pentobarbital (>100mg/kg por via intravenosa), após serem anestesiados com quetamina e xilazina.



Após a eutanásia os animais foram colocados em posição de decúbito ventral e foi realizada nova tricotomia, onde quaisquer alterações nas regiões próximas aos locais de implante foram anotadas. Realizou-se uma incisão vertical ao longo da linha média dorsal possibilitando a visualização das regiões de implantes, os quais foram coletados com uma margem de aproximadamente 1 cm ao seu redor.

 As peças foram fixadas em formalina 10% tamponado durante 24 horas para inclusão em parafina. Secções seriadas das peças (pelo menos 4-6 tiras por animal) foram rotineiramente processadas. Os cortes histológicos com 5µm de espessura foram obtidos e corados com hematoxilina-eosina (HE) para análise histológica.

A avaliação da resposta tecidual aos implantes foi avaliada a partir dos seguintes parâmetros histológicos adotados: presença de infiltrado (1), presença de células gigantes de corpo estranho (2), intensidade da resposta inflamatória (macrófagos, eosinófilos, neutrófilos, entre outros) (3) e formação de cápsula fibrosa (4). O parâmetro (4) foi avaliado como (0) ausente e (1) presente, os parâmetros (1), (2) e (3), foram classificados como (0) não observado, (1) baixa freqüência, (2) freqüência moderada e (3) alta freqüência (YOSHIAKI et al., 1992).


* Extraído de "Estudos Sistemáticos de Biocompatibilidade e Potencial Osteogênico de Membranas Bioativas em Coelhos Machos", Tese de Juliana Ferreira Floriano, 2013.

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