O modelo experimental mais adequado para a avaliação de biomateriais promotores de crescimento de tecido ósseo é o do defeito crítico em calvária (DCC). O DCC é definido como o menor tamanho de ferida intraóssea em um osso, em particular, de uma espécie de animal que não irá curar-se espontaneamente durante a vida deste animal. Foi originalmente desenvolvido como um modelo de fibrose craniofacial não-ligada e foi concebido para padronizar o ensaio dos materiais de reparação do osso que podem ser utilizados como alternativas aos implantes ósseos. O DCC é diferente de outros modelos, porque se baseia em um tamanho de defeito especificamente grande para cicatrizar o tecido ósseo (SCHMITZ et al., 1986).
O modelo DCC tem sido utilizado em muitos laboratórios para testar a capacidade osteogênica de diferentes técnicas de reparação óssea, desde sua introdução (MOONEY e SIEGEL, 2005). Além disso, modelos experimentais de defeito de tamanho crítico têm sido usados para minimizar as dificuldades devido a diferenças de idade, espécies, e local anatômico (HOLLINGER et al., 1990). O tamanho de defeito crítico recomendado para coelhos
adultos é de 15mm, pois neste caso não ocorrerá regeneração da região pelo
próprio organismo (HOLLINGER et al., 1990). Neste modelo experimental se faz
necessária a preservação da membrana dura-máter, pois ela parece ser a fonte
primária de células osteogênicas e também de fatores osteoindutivos durante a
cicatrização da ferida na calvária (WANG et al., 1999; GOSAIN et al., 2003).
As técnicas
cirúrgicas que empregam o uso de trefina podem facilmente danificar ou destruir
a dura-máter subjacente ao defeito, possivelmente inibindo a cura do defeito.
Portanto, a cura de um defeito de calvária pode ser influenciada não só pelo
tamanho do defeito, mas também pela forma em que foi criado (GREGORY et al.,
2010).

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