Testes in vivo de Biocompatibilidade

 Após a obtenção dos resultados nos teste in vitro, deve-se realizar os testes in vivo, que é a segunda etapa para a avaliação da biocompatibilidade de um material. Os testes in vivo são realizados por meio de experimentação animal. Nesta etapa o material deve ser implantado em animais, como coelhos e ratos entre outros.  Esta implantação permite avaliar a resposta do tecido hospedeiro ao implante do material e seu desempenho funcional ao longo do tempo. (ISO 10993-6).



            De acordo com as normas dos órgãos de saúde, um produto só poderá ser empregado em humanos após realização de testes prévios em um modelo animal. Apesar das diferenças entre as espécies, este teste fornece dados sobre o comportamento do biomaterial em meio biológico vivo (ISO 10993-6).

         Para a implantação in vivo é necessário considerar as características e o uso pretendido do biomaterial, bem como a natureza do contato com os tecidos.     O biomaterial em teste deve ser representativo do modelo final em todos os aspectos (ISO 10993-6).

            O tecido subcutâneo é frequentemente usado para a avaliação da biocompatibilidade dos biomateriais, pois é uma região de fácil acesso que permite a determinação generalizada das respostas biológicas. Através da implantação no subcutâneo é possível detectar as reações teciduais aos agentes inflamatórios liberados pelo implante, além de determinar a espessura da cápsula fibrosa (OREFICE et al., 2005). O material pode ser implantado no subcutâneo seguindo a norma ASTM F-1408 para avaliar a resposta inflamatória local e sistêmica, através de varias técnicas, como a análise histológica de tecidos adjacente ao implante, verificando a resposta local, por meio da contagem de células do sistema imunológico, como células gigantes e células polimorfonucleadas (YOSHIAKI et al., 1992).


* Extraído de "Estudos Sistemáticos de Biocompatibilidade e Potencial Osteogênico de Membranas Bioativas em Coelhos Machos", Tese de Juliana Ferreira Floriano, 2013.

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